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Afastando o medo dos aplicativos nativos

No nosso último post mostramos uma comparativo das vantagens e desvantagens de um web app, app nativo e híbrido. Tomar a decisão de qual caminho irá seguir não é fácil, envolve dinheiro e tempo. Mas se você ficou interessado em um app nativo e está com alguns receios, devido à complexidade do projeto,  esse artigo pode te ajudar. Convidamos o Douglas da Silva, da mobLee, a maior plataforma de aplicativos para eventos da América Latina, para compartilhar dicas de como afastar o medo dos aplicativos nativos. Confira o que ele escreveu para a Bravi:

A AppFigures, empresa que presta serviços de consultoria em aplicações móveis, afirma que, no início de 2015, apenas a App Store e a Play Store, lojas de aplicativos dos sistemas operacionais iOS e Android, respectivamente, concentravam cerca de 2,64 milhões de aplicativos publicados. A mesma consultoria relata ainda a existência de mais de 670 mil desenvolvedores mobile.

A despeito dos números superlativos, diversas empresas que, potencialmente, poderiam encontrar nas plataformas mobile o meio para potencializar seu negócio ou suprir certas necessidades, ainda demonstram grande relutância na adoção de aplicativos. O senso comum que paira sob muitas dessas empresas tende a julgar o desenvolvimento mobile complexo e oneroso. Como contrapartida, costumam optar pelo desenvolvimento web, pressupondo menor dificuldade e maior versatilidade.

É importante que as empresas, antes de selecionarem uma solução de desenvolvimento, busquem compreender melhor quais são as suas necessidades. Ainda mais notável, devem também avaliar as demandas de seus clientes. Em última instância, tudo revolve a eles, e uma escolha deslocada pode ter diversas implicações negativas, dentre as quais, baixas taxas de adoção de um produto ou serviço estão, provavelmente, entre as mais graves.

A partir daí, deve-se estudar quais são as alternativas disponíveis. Web app? Website responsivo? Aplicativo nativo? Cada um apresenta particularidades que serão adequadas na supressão de certas demandas. No blog da mobLee, publicamos um artigo que aborda essa questão. Embora seja orientado à organizadores de eventos, o conteúdo pode ser bastante esclarecedor.

Ainda que, por vezes, as empresas concluam que um aplicativo nativo seja a solução passível de propiciar a melhor experiências aos seus clientes, os já referidos receios, eventualmente, reacendem. Afinal de contas, eles procedem? De fato, os custos de desenvolvimento e a complexidade na implementação de aplicativos justificam o medo?

A escala do mercado é a melhor resposta para os medos

Depois do ínicio do boom dos smartphones, nos idos de 2007, os aplicativos se tornaram onipresentes a ponto de implicarem a máxima “there’s an app for that“, em tradução literal, “existe um app para isso”. Nessa hipérbole, presume-se que a popularidade dos aplicativos é tão grande que, certamente, existe algum capaz de solucionar quaisquer necessidades que alguém venha a apresentar.

Mais aplicativos disponíveis nas lojas são indicativo de que mais pessoas estão desenvolvendo algum tipo de expertise em sua criação. É notável a maturidade de todo o ecossistema, composto por desenvolvedores cada vez mais experientes e aplicativos cada vez melhores. Ao mesmo tempo, o volume também garante preços mais competitivos. Em suma, nunca foi tão simples desenvolver um app nativo.

No panorama atual, os desafios que costumam ser característicos do desenvolvimento web não se distinguem largamente daqueles que acometem o desenvolvimento de aplicativos. Ainda que a criação sob demanda possa acarretar em custos, por vezes, elevados, já existem diversas empresas concebendo soluções modulares, do tipo software as a service, suprindo todo um grupo de demandas a um custo inferior.

No final das contas, a decisão sobre qual fornecedor escolher tende a ser, possivelmente, a mais crítica. Custo e complexidade de implementação ficam a cargo dessa escolha. Felizmente, as opções nunca foram tão numerosas e o mercado nunca foi tão vasto. Não importa qual seja o tipo de aplicativo que a sua empresa deseja desenvolver, o tamanho do orçamento ou o escopo do projeto, “there’s a developer for that“!

Afaste de vez o medo, concentre-se no que importa

Se a dimensão e maturidade do mercado de aplicativos móveis não constituem argumentos válidos o suficiente para que certas empresas e indivíduos afastem de vez seus medos, vale sempre concentrar-se naquilo que, efetivamente, importa: os clientes. Estudos da empresa de consultoria Millward Brown indicam que os usuários de smartphone gastam, em média, 149 minutos por dia utilizando seus dispositivos. Ao mesmo tempo, esse mesmo estudo informa que 85% desse tempo é dispendido com aplicativos.
Em um cenário como o Brasileiro, onde o número de smartphones conectados à internet já soma mais de 154 milhões de unidades, mais do que o número total de computadores, já não se pode mais ignorar a importância do mobile e, quanto menos, dos aplicativos.

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